Adicione este site Em seus Favoritos!             O Sufismo            
               
 


Os sufis.

O sufismo é a corrente mística e contemplativa do Islão. Os praticantes do sufismo, conhecidos como sufis ou sufistas, procuram uma relação directa com Deus através de cânticos, música e danças.

O termo sufismo é utilizado para descrever um vasto grupo de correntes e práticas. As ordens sufis (Tariqas) podem estar associadas ao islão sunita, islão xiita ou uma combinação de várias correntes. O pensamento sufi nasceu no Médio Oriente no século VIII, mas encontra-se hoje por todo o mundo. Na Indonésia, actualmente a nação com maior número de muçulmanos, o islão foi introduzido através das ordens sufis.

Os objetivos do sufismo.
A teoria do sufismo é de que o homem, em seu estado normal, parte animal, parte espírito, é incompleto. Toda a doutrina e ritual sufis se dedicam a purificar aquele que busca transformá-lo portanto em inán-i-Kamil – Homem perfeito ou homem completo.
Considera-se que a pessoa pode estar apta a atingir esse estado de completação por si mesmo ou mesmo através de outros meios que não o sufismo. Porém, está implícito que o sufismo é o caminho estabelecido, com seu método prescrito e a orientação dos mestres que já trilharam o caminho.
Quando o aspirante atingiu o estado de integridade, que é o objetivo do culto, está então com o infinito; e os conflitos e incertezas, aos quais ele como mero mortal estava sujeito, já não mais existem. Esse ultimo estágio de desenvolvimento é conhecido como wasl, união.

A Vida monástica no entanto é profundamente evitada por todos os pensadores sufis. Seus motivos são que, se um homem priva a sociedade de seus serviços e está indo contra o plano divino. Deve portanto, nas palavras do primeiro principio do sufismo “Estar no mundo, mas não ser do mundo!” (Dar dunya básh: Az dunya mabásh!)

A Hierarquia dos santos sufis mulçumanos é, portanto, conhecida por suas ocupações assim como por seus títulos. Assim, um (Attár) era químico, outro (Hadrat Baháuddin Naqshband) era pintor, e assim por diante. Certos reis da Índia e da Pérsia ao se tornarem sufis assumiram outras ocupações extras para pagar por sua manutenção, permanecendo como governantes e não tomando do tesouro por sua própria conta.

As ordens.
São conhecidas várias ordens ou tariqat (Caminhos) distintas no sufismo. Todas têm sua origem no próprio Maomé e também em seus companheiros. Afirma-se que elas são originárias de uma fraternidade mística dos seguidores imediatos do profeta – a Aháb-Us-Safá, ou companheiros de banco. Esses homens, sobre quais pouco se sabe, com certeza, mergulhavam em boas obras, contemplação, jejum e oração. As teorias mais difundidas rezam que eles foram batizados por causa de suas roupas de lã (Souf, lã, em árabe) Ou por causa da Safá, que significa pureza em árabe.
Existem diversas ordens, as principais são Naqshbandíyya, Chistíyya, Qádryya e Suhaewardíyya.
Existem diversas outras ordens no sulfismo espalhadas pelo Marrocos até Java, pela Índia ao Afeganistão. Hoje o sufismo não habita apenas o oriente como também no ocidente, e até mesmo no Brasil.

Os sulfis tradicionalmente ocupam lugar importante, apesar de indefinido, tanto na sociedade como na história. Os dervixes do Sudão eram – e ainda são – De uma ordem militante e atualmente filantrópica.

- Fonte: Idries Shah (Magia Oriental)

(O texto a seguir foi retirado do site HTTP://www.saindodamatrix.com.br – Esperamos que o leitor reflita sobre as próximas linhas que assim como os escritores do site dizem, é um conteúdo que poderia facilmente modificar a consciência da humanidade)

 

 
               
     

OS 7 NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA NO SUFISMO


1 - Nafs ammara (O Eu que induz ao mal)
A maior parte da humanidade está neste nível. Desconectada do resto do mundo, onde busca apenas a satisfação de seus desejos. Nos níveis mais elevados de Nafs ammara o mal está na mentira (tanto pra satisfazer ao ego, como pra levar vantagens), na fraude, na sonegação do imposto de renda, enfim, nesses "pequenos" defeitos que são justificados por nossa mente. Nos níveis mais baixos encontramos os assassinos, estupradores, assaltantes, etc.

Para sair desta roda de sofrimento, você precisa estar apto a receber a misericórdia de Deus, e para isso você precisa se ver de fora, ter algo como um "grilo falante" que lhe diga que isto não é correto, por mais "benefícios" aparentes que lhe traga. É acender a centelha divina que está dentro de todo mundo. Podemos receber esse "empurrãozinho" Divino (pra que possamos nos aperfeiçoar) quando, por exemplo, sentimos um gratificante bem-estar ao se fazer alguma coisa boa a alguém. Mas isso é só a ponta do iceberg, que a pessoa deve descobrir por ela mesma, sem "recompensas".

Enfim, no Nafs ammara não há consciência de certo ou errado, bem ou mal, no seu sentido mais universal. Apenas no fim deste nível é que há a percepção.

2 - Nafs lawwama (O Eu acusador)
A consciência interior do certo e do errado. A pessoa nesse nível assume como verdade interior o que aprendeu - seja através de tradições (familiares, ou de um grupo) ou religiões. O problema aqui é esse "censor" interno ser tão rigoroso que possa levar a pessoa à depressão, ou a julgamentos muito rigorosos consigo mesmo. O que normalmente surge desse encontro consigo mesmo é o remorso, e é preciso ter muito cuidado pra não desmoronar de vez ao ver-se como realmente é. Outros, pra poder se "sustentar", preferem voltar o "Eu acusador" para os outros, e não pra ele mesmo. Então essa pessoa passa a ser uma perseguidora, uma inquisidora, se achando uma defensora do "certo", da Verdade. É uma fachada (a tal sombra de Jung) pra um problema que está dentro dela mesma. Se ela não se perdoar primeiro, se não compatibilizar o pensamento de outrora com o de hoje, não perdoará aos outros.

3 - Nafs mulhima (O Eu inspirado)
O conjunto ética/ação é o que caracteriza a pessoa nesse nível. O indivíduo passa a ter mais sonhos e visões, e a achar que coisas que não são válidas para os outros podem ser válidas pra ele. O risco nesse nível é a pessoa confundir paixão com inspiração, porque o coração ainda está dominado pelo ego. Pessoas em Nafs mulhima podem tornar-se líderes religiosos e, mesmo com a melhor das intenções, podem achar que "inventaram" ou descobriram um novo caminho pra Deus, que são enviados do Alto para a humanidade, e podem assim acabar inflando ainda mais o próprio ego, por se acharem os donos da verdade.

Do terceiro nível para cima é recomendável o acompanhamento por uma escola mística, um grupo, um apoio espiritual de quem já tenha trilhado esse caminho. Isso porque há sempre o risco do ego assumir um comando ainda maior do coração. O Mestre é um guia, que nos mostra os passos para que seja possível obter as experiência necessárias para o caminho sem tropeços. Mas é preciso que os passos sejam válidos para todos, éticos, públicos e transparentes.

4 - Nafs mutmaina (O Eu tranqüilo)
Neste nível a pessoa já aquietou o ego, e possui um bem-estar interior mais constante. Já começa a vislumbrar um efeito de integração entre todas as coisas.

5 - Nafs radiya (O Eu que está satisfeito com Allah)
Neste nível a pessoa está liberta da inflência do ego no coração. A partir daí não há possibilidade de regressão. Ele olha o mundo e consegue compreendê-lo como um sistema perfeito, sem falhas. Mas isso não significa que essa pessoa não tenha falhas, que não fique triste nem condoída com o problema dos outros. Nao há arrogância.

Se tal pessoa não morrer neste nível de consciência, fatalmente atingirá o próximo.

6 - Rafs mardiya (Aquele com quem Allah está satisfeito)
São os considerados "amigos de Allah". Jesus, além de ser considerado (pelos muçulmanos) um profeta para o povo hebreu, é também um "amigo de Allah". Bonito, não?

7 - Nafs saffiya (O Eu perfeito)
O momento em que o ego se dissolve na consciência divina, no qual, simbolicamente, amado e amante se confundem.

   
                     
            Dança dos Dervishes na Turkia.              
                                   
                     
Poema Sufi (Inglês)  
         
   
Obras indicadas:

- Idries Shah - Magia Oriental
- Idries Shah - Os sufis
- Cheikh Sharf-dîn - Cartas de um Mestre Sufi

     
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